O Brasil acordou num novo ciclo de autoestima.
Algo parecido como nós, skatistas, celebramos 30 anos atrás, em 1995, quando o Bob Burnquist ganhou o Slam City Jam e se tornou o primeiro brasileiro a vencer uma competição internacional importante, numa Era em que éramos boicotados e até humilhados fora do país.
Alguns meses depois, o Digo Menezes ficou em primeiro lugar no Münster Monster Mastership, o campeonato mundial da época.
Fazendo um paralelo atual, é como se o Bob tivesse ganho o Globo de Ouro e o Digo o Oscar.
Eu, que nunca andei de skate com pretensões além de apenas me divertir, fui tomado por essa onda impulsionada pelos dois ídolos, consumindo seus pro-models pelas melhores marcas de skate do mundo e devorando todos vídeos e revistas que eles apareciam.
Isso refletiu nas minhas atitudes no skate, dando manobras com mais vontade, sem limites.
Vitórias como do “Ainda Estou Aqui”, do Bob e do Digo, podem influenciar não só indústrias endêmicas, mas também indivíduos.
A AUTOESTIMA é importante para alimentar a confiança. E sabendo usá-la, pode ser transformadora.
Duas décadas atrás (nem parece que faz tanto tempo assim), fui convidado para escrever uma coluna na edição especial de dez anos da revista 100% SKATE. E escolhi exatamente esse tema, a autoestima, para celebrar o aniversário da revista.
Aproveito a ocasião para republicar aqui no blog:
1995. O INÍCIO DE UM CICLO DE AUTOESTIMA

Uma década de quatro décadas. Um quarto de história do skate no Brasil. A última década foi muito intensa. A mais agitada da história do skate brasileiro – e até mesmo mundial (!). Bob estampou a capa da primeira edição da 100%SKATE com o retrato do primeiro brasileiro a vencer uma competição internacional. Não qualquer competição. Foi o Slam City Jam, no Canadá, um dos mais tradicionais eventos do circuito mundial. Depois disso houve uma mudança radical. Os brasileiros começaram a ser vistos de modo diferente em qualquer lugar que fôssemos. Portas se abriram e tapetes vermelhos se estenderam. Alguns meses depois, Rodrigo Digo Menezes venceu o então “campeonato mundial”, o Münster Monster Mastership, na Alemanha. Mas, na última década, o Brasil se estabeleceu no cenário mundial não só com campeões. E sim com skatistas guerreiros, raçudos e com diferenciais no estilo de andar. Personalidade carismática. Era impensável imaginar um brasileiro campeão mundial. Hoje, além de campeões mundiais, skatistas brasileiros circulam como verdadeiras celebridades por todos os meios. Na cidade de São Paulo, o então vereador Alberto Turco Loco criou e oficializou o Dia do Skate. Três de agosto. Outro marco que celebra uma dezena de anos. Outro motivo pra se orgulhar. Sair às ruas no dia 3 de agosto, estufar o peito e ter orgulho de ser skatista. Intercâmbio, internet. A globalização e o fácil acesso às informações também reorganizaram o cenário brasileiro. Um veículo como a 100%SKATE foi importante para a evolução do skate brasileiro. Com a alta auto-estima dos skatistas brasileiros, através das páginas da revista, foi possível acompanhar e participar do progresso. Ela surgiu exatamente na renovação do ciclo. 1995. O ano em que heróis brasileiros democratizaram o skate mundial e fizeram os skatistas acreditarem em si mesmos.
Ainda estou aqui torcendo pelo skate e pelo Brasil!
Mande sugestões, dúvidas, etc, para contato@skataholic.com.br

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