
Na noite do dia 1° de fevereiro, a notícia da morte do André Hiena se propagou pelas redes sociais e entristeceu profundamente todos que puderam conhecer essa pessoa tão especial.
André Ervolino Ribeiro não conseguiu se recuperar das complicações sofridas por dois AVCs alguns meses atrás e nos deixou precocemente aos 41 anos de idade.

Nascido no dia 24 de março de 1974, Hiena começou a andar de skate em 1988 no bairro da Saúde. Ganhou o apelido do amigo Ronaldo, quando ninguém sabia seu nome e chegou no pico. “Lá vem aquele moleque lá da rua de baixo que só da risadas”, disse Rona na sessão épica que o batizou como seria conhecido pra sempre.
Carismático, humilde, responsável, persistente, justo, trabalhador, honesto, digno. Sem exagero, são inúmeras qualidades pra descrever Hiena. Mas ser um cara de atitude com muito caráter é como ele sempre foi respeitado e será lembrado. Hiena peitava suas ideias respeitando as demais. Sabia dialogar e foi um dos poucos que representou os skatistas em reuniões com moradores da praça Roosevelt para que o skate não fosse proibido por lá. Chamava pra si a responsa e não é a tôa que se tornou um dos principais juízes brasileiros de campeonatos de skate. Nos últimos anos, trabalhou nos principais eventos de skate no Brasil e chegou a julgar competições da temporada européia em 2011.
Quem competiu em eventos de categorias de base desde o final da década de 90 é quase certeza que foi julgado por ele. Todos os finais de semana ele estava em alguma cidade do Brasil trabalhando. E fazendo amizades.
Outro grande exemplo de atitude, são os obstáculos da pista da Saúde que ele construiu com os amigos locais. Hiena sempre foi referência de lá, e incentivava à todos ajudar nas reformas sem esperar pelo poder público ou iniciativa privada. Na década de 90 a pista era uma das poucas da cidade e foi um dos principais picos para se andar de skate.
Atualmente a pista está passando por uma reforma e em algumas semanas será reaberta para sessões. Com a inesperada morte de André, um abaixo-assinado está rolando para que a pista seja batizada com seu nome (clique aqui para assinar a petição). É o mínino que se possa fazer para homenagear o skatista que influenciou o progresso e propagou a essência da pura diversão.
André Hiena deixa um filho, Ian, mãe Dona Ana, irmão Alê, esposa Eloah, as marcas Hordem, Vegetal, Metallum, amigos, admiradores e um imenso legado para o skate.
Foi enterrado abraçado ao seu skate sob palmas e um trovão divino.
Descanse em paz, André.




