Há dez anos atrás a revista CemporcentoSKATE se chamava 100% Skatemag e tinha uma seção de crônicas, onde em cada edição alguém era convidado para escrever. A seção se chamava Dando Idéia e eu a estreei na edição 49 (que pode ser lida na íntegra online AQUI).
Colei aqui nesse post a reprodução do artigo “Acertar boas manobras é sinônimo de andar bem?”
Uma década depois continuo com a mesma opinião.
Acertar manobras difíceis – nível que as vezes é difícil de medir – não é sinônimo de andar bem. Existe um conjunto de critérios para considerar um bom skatista. Velocidade, perfeição, determinação, fluidez, constância, criatividade e estilo são algumas das qualidades determinantes para avaliar o nível técnico de cada um.
Mas, antes de o skatista pensar em ser patrocinado, ganhar material, viver do esporte, ele deve almejar a satisfação pessoal, visar a diversão. Hoje, é comum garotos acertarem crooked grind numa borda e acharem que merecem patrocínio. Esse grupo de skatistas tem uma personalidade egocêntrica que atrapalha seu crescimento, o que vai contra a forma como o skate cresceu e amadureceu.
O objetivo dos verdadeiros skatistas está além de status e fama. O verdadeiro skatista é aquele que consegue alcançar a condição de ídolo não apenas pelas manobras executadas, mas pela soma das habilidades em cima do skate a atitude. Ser respeitado é um reflexo da própria humildade. Skatista de verdade anda de skate independentemente das manobras.
Não importa se ele acerta um flip tailslide nas duas bases ou se mal dá um ollie no chão. Se ele se sente feliz, é porque ele sabe usar o skate da maneira correta: como diversão.“